Preocupados com as mudanças que a região vinha sofrendo devido às alterações na economia local e ao impacto da ação humana desordenada sobre o meio, pessoas oriundas de diferentes regiões do país se identificaram com o tema e criaram em setembro de 2.001 o Instituto Ambiental Viatrips, Organização Não Governamental cujo objetivo é realizar trabalhos de preservação e educação ambientais, incentivo e apoio ao desenvolvimento sustentável, organização do turismo e resgate das tradições culturais da região de entorno do Parque Nacional da Serra da Canastra sempre de acordo com seu Estatuto Social (clique para conhecer)

    

 

 

O Instituto Ambiental Viatrips é uma associação civil sócio-ambientalista sem fins lucrativos, que tem como objetivos a preservação ambiental, a organização do turismo, o resgate cultural e o desenvolvimento sustentável na região das Serras da Canastra e Babilônia, Estado de Minas Gerais.


Desde 2001, pela reunião destas pessoas interessadas no bem estar das comunidades locais e na manutenção das características originais do patrimônio natural e cultural da região, o Instituto Ambiental Viatrips já realizou um trabalho de educação ambiental e de orientação do turismo no Parque Nacional da Serra da Canastra com a distribuição gratuita do Manual do Visitante, publicação editada por esta entidade em parceria com Os Canastras Companhia de Ecoturismo e Aventuras.


Juntamente com o Manual, foi lançada a campanha Viatrips “De Butuca na Bituca”, com a distribuição de tubinhos de filme fotográfico usados aos visitantes do Parque Nacional , para que fossem utilizados para guardar bitucas de cigarro. Desta forma, a campanha ajudou na diminuição de uma das principais fontes de lixo nas áreas de visitação, a bituca de cigarro, bem como permitiu a reutilização dos tubinhos plásticos que normalmente vão para o lixo, preservando a natureza de seu descarte.


o Instituto Ambiental Viatrips já prepara novos projetos e campanhas para os próximos anos, contando com o apoio da comunidade local, dos empresários da região e do Poder Público.

 


As Serras da Canastra e Babilônia

Durante séculos, as Serras da Canastra e Babilônia, localizadas na região oeste do Estado de Minas Gerais, foram palco da ocupação humana, através de povos indígenas, quilombolas, portugueses em rotas comerciais, criadores de gado e garimpeiros.

 

 

Mas a maior riqueza que as Serras da Canastra e Babilônia podem oferecer à humanidade são suas águas, limpas e claras, e que se bem preservadas, continuarão a fornecer vida, alimento e progresso para milhões de pessoas que delas dependem. 

 

Nestas duas serras encontram-se as nascentes do maior rio totalmente brasileiro, o São Francisco, que como o Santo que lhe empresta o nome, sai de um lugar rico e privilegiado, humildemente vem à superfície e segue seu caminho e lentamente cresce levando vida e esperança aos mais necessitados do norte de Minas Gerais e do nordeste brasileiro.

 

Com o objetivo de proteger estas importantes nascentes, foi criado em 1972, através do Decreto n° 70.355, o Parque Nacional da Serra da Canastra, com uma área de 71.525 hectares abrangendo os municípios de São Roque de Minas, Sacramento e Delfinópolis. 

 

 

Atualmente, uma nova realidade começa a se configurar na região. As belezas naturais do Parque Nacional da Serra da Canastra e de sua área de entorno estão atraindo um grande número de visitantes, movimentando uma crescente indústria do turismo. Se bem planejada e organizada a indústria do turismo pode trazer muitos benefícios à região, mas por outro lado, se ela cresce de maneira desorganizada e descontrolada, trará conseqüências desastrosas a seus moradores como a degradação dos recursos naturais, causando queda na qualidade de vida, perda de biodiversidade além de causar a morte da própria indústria do turismo, já que uma área degradada não é capaz de atrair turistas.

 


Nosso Trabalho

Atento a este problema, o Instituto Ambiental Viatrips se propõe a desenvolver um trabalho amplo e interdisciplinar com o objetivo de organizar o turismo para que ele se desenvolva, mas de uma maneira sustentável, que preserve o meio ambiente e respeite a população local, seus costumes, tradições e cultura. Desta forma, o homem faz uso de seus recursos naturais de maneira racional, a natureza é preservada, a indústria do turismo se desenvolve, mantém seu potencial de atração e todos são beneficiados.

 


Para isso, temos como objetivo preparar as comunidades para receber bem o turista e prepará-lo para conhecer as comunidades, pois o conceito de ecoturismo prevê uma troca de conhecimentos e mútuo respeito entre o turista e o morador da região visitada.


Paralelamente a este trabalho, é nosso objetivo investir na manutenção e na recuperação de áreas naturais e na melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. Através de parcerias com entidades privadas, outras associações civis e com o Poder Público, visamos desenvolver trabalhos de educação ambiental, resgate cultural, recuperação de áreas degradadas, disseminação de mudas de espécies vegetais nativas, apoio ao desenvolvimento sustentável e a trabalhos e projetos que visem esses mesmos objetivos.

 


Responsabilidade Social: uma grande oportunidade

Inúmeras empresas no Brasil e no mundo todo já estão conscientes de que seu papel na sociedade não está limitado à obtenção do lucro. Estas empresas que figuram entre as mais modernas e mais bem conceituadas em seus ramos de atividade já perceberam que participar ativamente do desenvolvimento das comunidades onde atuam, ajudar na resolução de seus problemas, melhorar a qualidade de vida de seus funcionários e de seus familiares aumenta a produção, melhora sua imagem no mercado, e como conseqüência mais do que merecida, vêem seus lucros aumentar. 

 

Não se trata de nenhum tipo de mágica, é uma questão de sensibilidade. Estes empresários contribuem com projetos sociais, educacionais ou ambientais nas comunidades onde suas empresas desenvolvem atividades. Assim, os moradores, que são seus funcionários, se beneficiam diretamente dessas contribuições, passam a respeitar mais e a se orgulhar da empresa onde trabalham, lhes rendendo maior produção. 

 

 

De outro lado, o consumidor, ao identificar empresas que investem em projetos comunitários, lhes darão preferência, como apontam recentes pesquisas, segundo as quais “os consumidores se sentem estimulados a adquirir produtos de empresas que contratam deficientes físicos, que colaboram com escolas e entidades sociais da comunidade e apoiam campanhas para erradicação do trabalho infantil.” Da mesma maneira, pesquisas indicam que o “consumidor deixa de comprar produtos de empresas que causam danos aos seus empregados, fazem propaganda enganosa, vendem produtos nocivos à saúde, poluem o meio ambiente ou sonegam impostos.” 

 

Com esta fórmula todos ganham: a comunidade ao ser beneficiada com os projetos nela aplicados; o empresário ao desenvolver um trabalho que beneficie uma comunidade ou uma área natural será socialmente reconhecido e colherá os frutos de seu investimento; e o consumidor pois ao comprar produtos destas empresas estará contribuindo indiretamente com esses projetos.

 

 

 

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